Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), subtipo hiperativo impulsivo,

Você sabia que existem diferentes tipos de TDAH?
 

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é classificado em três tipos principais, de acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais):







  1. TDAH Tipo Predominantemente Desatento

    • A pessoa tem mais dificuldade de manter a atenção, organizar tarefas, lembrar compromissos e seguir instruções.

    • É comum parecer “no mundo da lua”, ser esquecida e se distrair facilmente.

    • Muitas vezes passa despercebido porque não há tanta hiperatividade.

  2. TDAH Tipo Predominantemente Hiperativo Impulsivo

    • A pessoa pode interromper os outros, agir sem pensar e ter dificuldade em controlar comportamentos.

  3. Caracteriza-se por inquietação constante, fala em excesso, dificuldade em esperar a vez e impulsividade nas ações.

  4. TDAH Tipo Combinado

    • É o mais frequente.

    • Apresenta tanto sintomas de desatenção quanto de hiperatividade/impulsividade.

    • Costuma impactar mais intensamente o desempenho escolar, profissional e social.

1. Quando a pessoa for TDAH – tipo hiperativo/impulsivo

Ela Apresenta:

  • Dificuldade em esperar a vez.

  • Interrompe conversas.

  • Age sem pensar.

  • Tem energia excessiva, parece “ligada no 220V”.

Maneiras de tratar:

         Se for criança:

  • Avaliação multidisciplinar: pediatra, neuropediatra e psicólogo, psicanalista/psiquiatra infantil.

  • Psicoterapia (terapia cognitivo comportamental): ajuda a treinar autocontrole, atenção e organização.

  • Psicoeducação com os pais: estratégias para estabelecer rotina, regras claras e reforço positivo.

  • Medicação (quando indicada): só sob prescrição médica, nos casos mais graves.

  • Ambiente estruturado: rotina previsível, reforço de comportamentos adequados, intervalos para gastar energia.

  • 2. Se for criança com comportamento imperativo (mandona, autoritária, que quer controlar tudo)

    Esse tipo de postura pode vir de temperamento forte, dificuldade em lidar com frustrações ou mesmo ausência de limites claros.

    Maneiras de tratar:

    • Estabelecer limites consistentes: regras claras, firmes, mas sem agressividade.

    • Ensinar negociação: mostrar que nem sempre é “do jeito dela”, mas que pode haver escolhas possíveis.

    • Reforçar o positivo: elogiar quando ela coopera e respeita os outros.

    • Trabalhar as frustrações: permitir que viva pequenas frustrações e ajudá-la a lidar com elas.

    • Psicoterapia infantil: pode ajudar a desenvolver empatia, autocontrole e habilidades sociais.

    • Participação dos pais: terapia de orientação parental é fundamental.


    • 🔹 Manejo Clínico

      • Avaliação médica: feita por neuropediatra ou psiquiatra infantil.

      • Medicação: quando os sintomas atrapalham muito a escola e o convívio social, o médico pode prescrever estimulantes (ex: metilfenidato) ou não estimulantes (ex: atomoxetina).

      • Acompanhamento contínuo: o tratamento é ajustado com base no crescimento da criança e na resposta dela.


      🔹 Manejo Psicoterapêutico

      • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): trabalha o autocontrole, organização, espera da vez e habilidades sociais.

      • Psicoterapia lúdica: jogos e brincadeiras estruturadas para treinar atenção e autorregulação.

      • Treino de autocontrole: usar metáforas (“sinal vermelho = parar, sinal verde = agir”), técnicas de respiração e pequenas pausas.

      • Psicopedagogia: quando há impacto no aprendizado escolar.


      🔹 Manejo Familiar

      • Rotina previsível: horários fixos para acordar, comer, brincar, estudar e dormir.

      • Regras claras e curtas: frases simples e diretas, evitando longas explicações.

      • Reforço positivo: elogiar sempre que a criança conseguir esperar, ouvir ou completar uma tarefa.

      • Tempo para gastar energia: atividade física diária (esporte, dança, brincadeiras ao ar livre).

      • Estratégias de disciplina:

        • Evitar gritos e punições severas.

        • Usar consequências naturais e proporcionais.

        • Implementar quadro de pontos ou recompensas por metas alcançadas.


      🔹 Manejo Escolar

      • Conversar com professores: alinhar estratégias, como deixá-la sentar perto do professor, dividir tarefas grandes em pequenas etapas e dar instruções claras.

      • Pausas curtas: permitir que levante por alguns minutos entre atividades.

      • Reforço positivo escolar: valorizar conquistas, mesmo pequenas.


      Resumo prático:
      O tratamento ideal envolve médico + terapeuta + família + escola.
      O foco não é "apagar" a impulsividade, mas ensinar a criança a canalizar sua energia, aprender autocontrole e desenvolver confiança em si mesma.

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